domingo, 28 de fevereiro de 2010

Partiste...

Desapareceste...
Sem rasto, sem provas
foste-te...
Levaram-te de nós,
levaram-te para longe,
onde ninguém te pode alcançar
a não ser em sonhos,
em meditação.
Levaram-te do mundo material
para o mundo do não real.
Vozes que não te alcançam,
lágrimas que não podes ver
sons que não voltarás a ouvir
emoções que não sentirás.
Perdemos-te amigo,
partiste para longe
levou-te o mar do nosso lado
na sua fúria reclamou-te
e nada pudemos fazer.
O que mais amavas fazer
reclamou a tua vida
a tua essência,
o teu ser...
Esquecer-te ninguém irá
muito menos fingir que não aconteceu.
Conhecendo-te ou não
muitos sentem a tua falta
pela pessoa que eras.
Descansa agora, longe ou perto
em nossos corações ficaste,
marcado de forma fraca ou forte,
mas marcado ficaste.
Descansa, que nós agora de dedicamos
este pequeno espaço
e este pequeno momento
em tua memória sempre presente.
Descansa que ninguém te irá esquecer.
Partiste... mas ficaste
partiste mas continuas connosco
Apenas partiu o teu corpo
porque teu espírito permanece.
Não te vemos, mas sabemos
que no fundo estás aqui
presente espiritualmente.
Apenas partiste...
do mundo material
Apenas partiste...



Este poema é dedicado a um colega de curso, André Figueira, que este fim-de-semana perdeu a sua vida a fazer o que mais amava... pesca submarina.
À família e amigos os meus sentimentos e força neste momento tão doloroso.