quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Despedida da noite

Este poema que se segue era apenas para fazer uma brincadeira aos meus amigos ao despedir-me para me ir deitar, mas estava tão inspirada que acabei por fazer o que se segue a seguir...


O sono já me chama,

de mansinho me sussurra no ouvido,

que a hora de me deixar dormir em doces perfumes de jasmim já se aproxima.

Levemente impele-me a abandonar o meu lugar,

numa reunião tão animada.

Mas quem sou eu afinal,

para contrariar tal sussurro

que docemente me embala num abraço tão sereno e meigo?

Vejo-me obrigada a partir,

para um lugar tão longínquo

onde apenas castelos de nuvens

e cavalos alados são permitidos entrar.

Neste mundo tão longínquo,

que é o mundo dos sonhos nada mais,

apenas o sonho sereno e meigo consegue entrar

pelos portões dourados deste mundo tão bizarro

onde a nossa mente descansa

em deleitos de açúcar e algodão

e o corpo repousa

numa paz sem igual.

Deixo-me ir sem lutar

pois minha mente e meu corpo estão fracos

de tanto trabalhar e pensar

nas coisas fúteis do dia a dia

que não são nada mais nada menos

do que simples entraves ao meu ser.

Vou-m daqui embora

com a certeza de amanha ser um novo dia

e assim estarei preparada

para enfrentar os demónios imaginários

de um mundo maldito

que me entrava no meu crescer.

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