deambulo por entre ruas e becos
num percurso sem destino.
Não tenho mapas o destino que almejo
não é real
não pode ser apontado
numa simples folha de papel.
Vagueio sem pedir direcções
ando ao calhas
por estas ruas de calçada
mais gastas do que as solas
dos sapatos que uso,
mais velhas do que esta própria cidade.
Deambulo por elas
com destino incerto
perco-me ao tentar orientar-me
e confundo-me ao olhar
para um mapa que não existe.
Perdi o senso das coisas
não sinto emoções
ao caminhar por estas ruas fétidas.
O fétido cheiro desta cidade
tapou-me o olfacto
e destruiu o meu sentido de orientação.
Perdi-me a andar
em busca de respostas
para uma pergunta fútil.
Onde está o meu sentido de ser?
Perco-me e vagueio na escuridão
deambulo como um cadáver
um corpo sem alma
perdida no que não encontro
sem destino para o meu objectivo
sem emoções...


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